O que é a reserva ovariana?

As mulheres já nascem com todos os seus óvulos prontos dentro de folículos nos ovários. O folículo é uma “casinha” para o óvulo. Ao nascer uma bebê tem cerca de 1 milhão de óvulos, que estão dentro de folículos primordiais:


A agulha preta está apontando para o óvulo, que se encontra abraçado por uma camada de pequenas células roxas, sem haver nenhum espaço entre eles. Fonte: Wikipedia

Ao alcançar a puberdade, essa quantidade já reduziu para cerca de 300 mil óvulos. Nesta época alguns desses folículos passam a ser “acordados” e começam a amadurecer, acumulando fluido em seu interior. Estes passam a ser chamados de folículos antrais, por possuir essa cavidade com líquido. Seu principal diferencial é que ele passa a ter receptor de FSH, podendo ser estimulado em ciclo menstrual para atingir a ovulação.


Folículo já apresentando antro, uma cavidade repleta com fluído. Fonte: Wikipedia

No começo de cada ciclo menstrual, enquanto a mulher ainda está menstruada, um hormônio produzido por uma glândula chamada hipófise, localizada no cérebro, faz com que um grupo de folículos cresçam rapidamente nos ovários. Este hormônio hipofisário que estimula os folículos chama-se FSH (follicle stimulating hormone ou em português, hormônio estimulador de folículos).


Normalmente o nível de FSH se mantém um valor não muito alto, permitindo que logo ocorra um mecanismo de seleção desses folículos, para que apenas um alcance a ovulação. Assim, apenas um destes folículos vai atingir a maturidade e soltar um óvulo, enquanto que os demais vão parar de crescer e se degenerar. Esse mecanismo é importante para que a mulher engravide apenas de um bebê por vez.


Diminuição da reserva ovariana


A quantidade decrescente de folículos contendo óvulos nos ovários é chamada de queda da reserva ovariana. A queda na reserva ovariana acontece antes da mulher tornar-se infértil ou antes de ela apresentar ciclos irregulares. Como as mulheres nascem com todos os folículos que elas terão ao longo da vida, a quantidade vai lentamente diminuindo conforme estes vão sendo usados.


Conforme a reserva vai diminuindo a produção de estrogênio nos ovários diminui consequentemente, fazendo com que a hipófise aumente a liberação de FSH para manter a produção de estrogênio. Como consequência, os folículos sensíveis crescem mais rápido, fazendo com que o ciclo menstrual reduza em duração: o resultado é que a mulher passa a menstruar a cada 21-25 dias. Eventualmente os folículos começam a não responder adequadamente, demoram para chegar na fase antral, quando se tornam sensíveis ao FSH.


Quando isso acontece os ciclos que eram curtos, começam a tornar-se longos e irregulares.

A diminuição da reserva ovariana é normalmente relacionada à idade e decai juntamente com a qualidade dos óvulos. Entretanto, mulheres jovens e saudáveis também podem apresentar diminuição da reserva ovariana, principalmente se isso ocorre na família ou se ela já realizou alguma cirurgia nos ovários.


Testes de reserva ovariana

Existem testes para avaliar a reserva ovariana. O que estes testes avaliam é a quantidade de folículos antrais nos ovários - estes são os folículos sensíveis ao FSH e que podem resultar em ovulação. A avaliação pode apenas ser feita de duas formas: uma é através da visualização direta destes folículos pela ultrassonografia, permitindo que a sua contagem diretamente. Este exame é normalmente chamado de ultrassonografia para contagem de folículos antrais. A segunda forma é indireta, através da dosagem de um hormônio produzido exclusivamente por esses folículos, o hormônio anti-Mülleriano (AMH).


Reserva ovariana e chance de gravidez


A primeira pergunta que toda mulher se faz é: se eu tenho a reserva diminuída vou ter dificuldade para engravidar naturalmente? A resposta é não. Independente de quanto for a reserva, ser a mulher está ovulando tem chance de gravidez, a qual depende apenas da idade. Isto é claro se o restante do organismo estiver saudável: as trompas devem estar pérvias e o parceiro deve ter quantidade suficiente de espermatozoides.


Na verdade, se pegarmos duas mulheres saudáveis com a mesma idade, uma com reserva alta e outra com reserva baixa, aquela com reserva baixa tem mais chance de gravidez por mês. Isso porque quando a mulher tem reserva baixa é mais comum ter ovulação dupla, aumentando assim o número de óvulos por mês que pode virar um bebê.


Na verdade, a reserva ovariana só se torna importante diante de um tratamento de fertilização in vitro (FIV). Isso porque, diante do tratamento, quanto mais óvulos obtidos por vez, maior a chance de ter um embrião viável, que forme um bebê.


E daí temos um segundo ponto importante sobre a reserva ovariana: mulheres que estão tentando engravidar naturalmente, mas estão encontrando alguma dificuldade devem avaliar a reserva. Se a reserva for alta, em geral não há problema em tentar naturalmente mais um pouco. Mas se for reduzida, adiar o tratamento pode prejudicar a chance de ele dar certo.


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