Fertilização in vitro
(FIV/ICSI)
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Para realizar a fertilização in vitro (FIV), os óvulos são aspirados nos ovários para que seu encontro com os espermatozoides e a consequente fertilização ocorra em laboratório.
A entrada do espermatozoide no óvulo pode acontecer de forma mais natural através da FIV clássica. É uma técnica com menor manipulação e maior seleção dos espermatozoides: são colocados cerca de 200 mil espermatozoides processados para cada óvulo e apenas 1 consegue ultrapassar todas as barreiras e fertilizar o óvulo.
No video abaixo é possível ver através da lente de uma lupa os pequenos espermatozoides se movendo em torno do óvulo na placa de cultivo. Essa placa permanece na incubadora e apenas no dia seguinte podemos saber se houve a fertilização.
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Ativação artificial de óvulos
Na natureza, quando o espermatozoide entra no óvulo, ele "liga um sinal químico" chamado de ativação do óvulo, que permite que ele comece a dividir-se e formar um embrião. Em alguns casos, esse "sinal" não acontece bem, e o óvulo não começa a trabalhar.
Para ajudar nesse bloqueio, a equipe do laboratório usa uma substância especial (como ionóforos de cálcio) para simular esse sinal natural, ajudando o óvulo a começar a divisão e o desenvolvimento.
Esse tratamento pode ser indicado quando há falhas de fertilização em ciclos anteriores, em casos de problemas graves nos espermatozoides ou em quando não houve fertilização em um tratamento anterior.
ICSI de resgate
A ICSI de resgate é uma técnica que usamos em alguns casos FIV quando o óvulo não foi fertilizado após a tentativa inicial de fertilização.
Se a fertilização não aconteceu (ou seja, o óvulo não começou a se dividir), podemos tentar "salvar" o óvulo injetando o espermatozoide diretamente no óvulo para dar uma nova chance à fecundação.
Como o tempo já passou, o óvulo pode ter perdido qualidade e pode não responder ao tratamento. Mas em alguns casos, a ICSI de resgate pode dar certo e permitir o desenvolvimento de embriões a partir de óvulos que, de outra forma, teriam sido descartados.
Maturação in vitro (MIV) de óvulos
MIV é uma técnica em que óvulos que foram obtidos através da punção ovariana, mas que são imaturos, possam ser "amadurecidos" artificialmente no laboratório. O grau de amadurecimento dos óvulos só pode ser analisado quando os óvulos são desnudados para serem submetidos à ICSI ou congelamento, não se aplica quando a FIV convencional é a primeira escolha para o tratamento.
Isso é feito colocando os óvulos em um meio de cultivo especial, que contém nutrientes e sinais que eles receberiam no corpo, ajudando-os a amadurecer. Eles ficam em cultivo utilizando as mesmas incubadoras usadas para o cultivo embrionário. O amadurecimento poderá acontecer em cerca de 1-2 dias, permitindo a realização da ICSI em um momento mais apropriado para o óvulo.
Esta é uma técnica que visa aumentar a chance de formação de embrião para óvulos que teriam baixa chance com a utilização convencional.
Biópsia de embriões
A biópsia embrionária é um procedimento realizado embrião quando ele atinge o estágio de blastocisto. São retiradas cuidadosamente algumas células do embrião para análise genética.
A análise realizada é chamada de PGT: teste genético pré-implantacional. Existem algumas análises diferentes que podem ser realizadas, a mais comumente aplicada é para rastreamento de aenuploidias (PGT-A). Caso existam doenças genéticas conhecidas na família, pode-se também realizar o PGT-M, que procura identificar mutações específicas nos embriões.
As indicações para seu uso são variadas, é necessário conversar com seu para entender o qual impacto esse exame poderia apresentar para o seu tratamento.
Dilatação do canal endocervical
A transferência de embriões é o momento em que colocamos o embrião dentro do útero, usando um cateter fino que passa pelo canal endocervical (o "caminho" natural entre a vagina e o útero).
Às vezes, o canal é muito estreito ou tortuoso, o que dificulta ou até impede a passagem do cateter. Isso pode tornar a transferência mais demorada, mais desconfortável e com menores chances de sucesso.
A dilatação do canal é um procedimento simples, feito antes da transferência, para abrir suavemente o canal e facilitar a passagem do cateter. Assim, no dia da transferência, o médico consegue colocar o embrião com mais facilidade e precisão, o que aumenta as chances de sucesso da FIV.
É indicado para os casos onde, pelas características uterinas, espera-se haver dificuldade na transferência, ou então para casos onde a dificuldade aconteceu em transferências anteriores.
Dilatação do cavidade uterina
A cavidade uterina é o espaço dentro do útero onde o embrião precisa implantar e crescer. Algumas mulheres podem ter o útero um pouco mais estreito ou rígido, apresentar sinequias ou endométrio fino apesar da utilização de hormônios. São situações que podem dificultar com que o útero receba de forma suave o cateter e o meio de cultivo com o embrião, dificultando sua implantação.
A dilatação suave da cavidade uterina é um tratamento para mulheres que apresentam sinequias uterinas recorrentes e pode ajudar a tornar o útero mais maleável melhorando sua complacência. A injúria causada também pode tornar o endométrio que cresce após a dilatação mais receptivo à implantação.
Isso pode aumentar as chances de sucesso da FIV em alguns casos, especialmente quando há histórico de transferências difíceis, útero menos complacente ou outras dificuldades.
Plasma rico em plaquetas
O PRP (plasma rico em plaquetas) é uma parte do sangue que contém fatores de crescimento naturais. Ele é preparado a partir do próprio sangue da paciente: retiramos uma pequena quantidade, processamos no laboratório e concentramos os fatores de crescimento que ajudam na regeneração e na cicatrização.
Na FIV, o PRP pode ser usado nos ovários, na tentativa de melhorar a resposta à estimulação ovariana. Quando usado dentro da cavidade endometrial, o PRP pode ajudar a torná-lo mais espesso e saudável, facilitando a implantação do embrião em um endométrio muito fino ou pouco receptivo.
Intralipid
O Intralipid é uma solução feita de gordura (lipídios) usada principalmente para nutrição parenteral. Na reprodução assistida, o Intralipid é usado como uma terapia de apoio para o sistema imunológico.
O seu uso pode ajudar a reduzir a atividade excessiva do sistema imunológico, tornando o ambiente uterino mais receptivo para o embrião e aumentando assim a chance de implantação e evolução da gravidez.
Em algumas situações, não basta colocar os espermatozoides e os óvulos juntos para que ocorra a fertilização. Precisamos ir além, e injetar um espermatozoide diretamente no interior do óvulo para haver a fertilização. Esta técnica é chamada de injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) e permite que ocorra a fertilização mesmo quando há muito poucos espermatozoides.

Às vezes, precisamos de mais







