O adiamento da maternidade



Só se for depois...

Nos últimos 20 anos, o número de mulheres que tem o primeiro filho depois dos 35 tem aumentado impressionantemente, não apenas em países desenvolvidos, mas no Brasil também. Segundo dados recentes do IBGE (Pesquisa Nacional de Saúde 2013), esse adiamento da gestação é mais pronunciado entre as mulheres que tem maior escolaridade, principalmente entre aquelas com nível superior completo.


Esse comportamento reflete o que acontece no mundo inteiro; a mulher contemporânea prefere estudar e se estabelecer em sua carreira antes de iniciar a família.

Essa conquista, no entanto, tem um preço. O avanço da idade na qual a mulher começa a tentar engravidar aumenta o risco de infertilidade. Isso acontece porque a reserva ovariana diminui com a idade. Em outras palavras, a quantidade de óvulos disponíveis mensalmente para que a mulher possa ovular e engravidar diminui muito com o passar dos anos. Além do número reduzido, a qualidade dos óvulos também diminui, formando um maior número de embriões com problemas, como aneuploidias, o que dificulta ainda mais a chance de engravidar e dar à luz a um bebê saudável.

Todos esses riscos diminuem muito quando a mulher tem a sua disposição seus próprios óvulos congelados previamente. Além da possibilidade do congelamento de um número maior de óvulos, a qualidade dos óvulos também é melhor quando se é mais jovem. Os óvulos preservados não precisam necessariamente ser usados: caso a mulher engravide naturalmente eles podem ser descartados. Mas caso a mulher que preferiu adiar a maternidade se depare com dificuldade para engravidar naturalmente em algum momento ela poderá recorrer a seu banco de óvulos próprios e o resultado é uma maior chance de se ter um filho saudável.


ref

  • ESHRE Task Force on Ethics and Law, Dondorp W, de Wert G, Pennings G, Shenfield F, Devroey P, et al. Oocyte cryopreservation for age-related fertility loss. Hum Reprod 2012;27:1231–7.

  • Births: final data for 2014. Hamilton BE, Martin JA, Osterman MJ, Curtin SC, Matthews TJ. Natl Vital Stat Rep 2015;64:1–64.

  • Public support in the United States for elective oocyte cryopreservation. Lewis EI, Missmer SA, Farland LV, Ginsburg ES. Fertil Steril. 2016 Oct;106(5):1183-1189.

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