Reprodução Assistida: por dentro dos diferentes tratamentos

Mundo Zumm


Para entender detalhes desse processo que é a esperança de muitas famílias, conversamos com a Dra. Carolina Nastri (CRM/SP 104.808), diretora técnica da clínica SEMEAR fertilidade.


Buscar suporte médico e opções de tratamento para viabilizar uma gravidez não é uma escolha fácil. Existem muitos fatores envolvidos, como psicológicos, financeiros e técnicos. Contudo, para algumas pessoas, as barreiras começam pela falta de conhecimento, já que não entendem os processos que fazem parte da reprodução assistida.


Sabendo da importância da informação, especialmente em momentos de decisão, a Mundo Zumm conversou com a médica Carolina Nastri (CRM/SP 104.808), diretora técnica da SEMEAR fertilidade, clínica especializada em opções terapêuticas para conquistar a gravidez, desde a fertilização in vitro tradicional (FIV/ICSI) até uso de óvulos, sêmen ou embriões doados. Nessa entrevista, a especialista nos esclarece alguns dos principais aspectos do tratamento.



Confira:


MUNDO ZUMM: POR QUAIS MÉTODOS É POSSÍVEL REALIZAR A REPRODUÇÃO ASSISTIDA?


Dra. Carolina Nastri: Para fazer a FIV precisamos de, basicamente, duas coisas: óvulos e espermatozoides. Muitas pessoas que buscam nossa ajuda para engravidar têm alguma dificuldade para conseguir obter seus próprios óvulos ou espermatozoides. Então, o que fazer? Muitas vezes, a resposta está em usar material doado, seja óvulos, sêmen ou embriões. Utilizando esse material, pode-se obter a gravidez mesmo em situações que parecem ser muito difíceis. Contudo, tanto para homens quanto para mulheres, abrir mão da sua carga genética para aceitar material doado é um longo processo. Com apoio é possível entender melhor como tudo funciona para seguir em frente.


QUAL A TAXA DE SUCESSO DA GRAVIDEZ COM ÓVULOS DOADOS?


Apesar de ser uma decisão bastante difícil, o tratamento com óvulos doados é o que apresenta as maiores taxas de gravidez dentro da reprodução assistida. Com essa técnica, conseguimos obter taxa de gravidez de até 60%. Infelizmente, esse assunto é ainda tabu e a maioria das pessoas que engravida por meio desse procedimento acaba não contando para ninguém. O processo, assim, fica mais solitário e ninguém tem a real dimensão do quanto é comum. Por outro lado, temos bons exemplos: um grupo de ex-pacientes SEMEAR encarou um projeto audacioso, o “Mamães por ovorecepção” (@quartetodaovorecepcao), que propõe uma conversa aberta e sincera sobre o assunto, para acalentar o coração de quem tenta tomar uma decisão.

NESSE CASO, DE QUEM SERÃO OS TRAÇOS GENÉTICOS E AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS DA CRIANÇA?


Quando se faz o tratamento com óvulos doados, a criança herda toda a carga genética da mulher que os produziu. Isso significa que o bebê terá traços físicos misturados do pai e da doadora. No entanto, muitas dessas crianças acabam ficando muito parecidas com a mãe e isso chama atenção.


Há todo um trabalho na nossa clínica, por exemplo, para parear doadoras e receptoras com aparência semelhante, a fim de que o tratamento com óvulos doados tenha o menor impacto possível naquela família. Temos na SEMEAR uma equipe inteira dedicada somente ao processo de doação.


Nas leis e resoluções brasileiras, a receptora não tem permissão para ver nenhuma fotografia da doadora. Assim, a responsabilidade da seleção recai sobre o médico e a clínica; é um trabalho minucioso.


O PROCESSO É DEMORADO?


O 1º passo para quem precisa receber óvulos é passar por uma entrevista com nossa enfermeira responsável. O objetivo não é apenas conhecer as características físicas da mulher, mas também entender seus anseios.


Em geral, encontramos uma doadora compatível em cerca de um a dois meses, podendo demorar um pouco mais ou menos, dependendo das características de cada um. Mas não costuma demorar mais de quatro meses, entre a entrevista e o teste de gravidez.


É POSSÍVEL EVITAR A FALTA DE ÓVULOS COM O PASSAR DO TEMPO?


Infelizmente, é inevitável que a reserva ovariana diminua ao longo dos anos. É um processo natural e que pode acontecer mais cedo ou mais tarde. Existem, entretanto, mulheres com uma diminuição da reserva ovariana tão acentuada e precoce que acabam entrando na menopausa antes mesmo dos 40 anos. Mas isso não quer dizer que elas não possam fazer nada a respeito!


A técnica de congelamento de óvulos permite estender a fertilidade, possibilitando uma gravidez futura. Quem tem óvulos guardados e se depara com dificuldade para engravidar necessitando de óvulos doados tem o seu próprio material genético guardado para ser usado.

A “IDADE” DOS ÓVULOS ARMAZENADOS PODE INFLUENCIAR NA GESTAÇÃO?


Existem certas doenças que afetam as crianças que são mais comuns quando a mãe tem mais idade, como a síndrome de Down. Mas esse risco está associado à idade da mulher no momento em que o óvulo foi produzido. Ou seja, se uma mulher de 45 anos engravida com seus óvulos que foram guardados quando era mais jovem ou com óvulos de uma doadora mais nova, o risco de Down é bem menor.


Mas isso ainda é um tabu, mesmo nos consultórios dos ginecologistas. É necessário mudar o paradigma de pensamento, abordando a questão fundamental: quando a mulher vai querer engravidar?


Quando não se deseja engravidar em um futuro próximo, o congelamento de óvulos passa a ser uma opção interessante. É como um seguro de carro: você faz, apesar de não desejar acidentes. Mas sabe que, se o pior acontecer, você não estará desamparada.


QUAL O MELHOR MOMENTO PARA UMA MULHER CONGELAR SEUS ÓVULOS?


Quando nos fazem essa pergunta, temos a convicção que o melhor é o quanto antes. Abaixo dos 30 anos, a mulher em geral consegue produzir mais óvulos e com melhor potencial de gravidez. Mas isso tem que ser discutido caso a caso.


Entram também outros fatores, como a idade que a mulher deseja ter seu 1º filho, quantos filhos deseja ter, se já tem parceiro... entendendo o contexto de vida de cada mulher, é possível sinalizar o melhor caminho a seguir.


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