Pacientes Diagnosticadas com Hidrossalpinge Precisam de Cirurgia Antes da FIV?
- SEMEAR fertilidade

- há 2 dias
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Quando um casal inicia a jornada da Fertilização in Vitro (FIV), cada detalhe do diagnóstico anatômico é avaliado com extrema precisão pela equipe médica. Entre as condições que exigem uma estratégia bem desenhada está a hidrossalpinge, que se caracteriza pelo acúmulo de líquido inflamatório e a consequente dilatação de uma ou de ambas as trompas de Falópio.
Como a FIV contorna a função das trompas — realizando a união do óvulo com o espermatozoide diretamente no laboratório —, muitas pacientes se perguntam se é realmente necessário passar por um procedimento cirúrgico antes de realizar o tratamento.
A resposta da medicina reprodutiva é muito clara: a cirurgia não só é altamente indicada, como é o fator decisivo para proteger o seu futuro embrião. Entenda o porquê.

Por Que o Líquido das Trompas É um Obstáculo?
A hidrossalpinge não impede o crescimento dos folículos e nem a coleta de óvulos saudáveis. O grande desafio surge no momento de colocar o embrião de volta no útero.
O fluido acumulado na trompa dilatada não fica estagnado; ele costuma escorrer de volta para o interior da cavidade uterina. Esse líquido possui características inflamatórias e tóxicas para o embrião em desenvolvimento, agindo de duas formas muito prejudiciais:
Reduz as chances de implantação: O ambiente uterino torna-se hostil, o que faz com que a mulher tenha apenas metade da chance de gravidez em comparação com pacientes que não têm a condição.
Aumenta os riscos de perda: Se o embrião conseguir se fixar apesar do líquido, a presença constante desse fluido inflamatório dobra o risco de uma perda gestacional (aborto).
A Solução Cirúrgica: Restaurando as Taxas de Sucesso
Diante desse cenário, realizar a transferência de embriões sem corrigir a hidrossalpinge compromete o investimento emocional e clínico do casal. Por essa razão, a intervenção cirúrgica prévia é a conduta padrão ouro recomendada pela ciência.
O procedimento — geralmente realizado por videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva — consiste na remoção das trompas afetadas (salpingectomia) ou na desconexão cirúrgica delas em relação ao útero.
Ao lacrar ou retirar a trompa doente, elimina-se completamente a fonte do líquido tóxico. A boa notícia é que a remoção cirúrgica dessas trompas normaliza completamente o ambiente uterino e restaura as taxas de sucesso do tratamento, devolvendo à paciente o potencial máximo de chances de gerar um bebê saudável.
O Cronograma Ideal do Tratamento
Na rotina clínica, para otimizar o tempo e resguardar a fertilidade, costuma-se realizar primeiro a estimulação ovariana e a coleta dos óvulos. Os embriões são formados em laboratório e congelados com total segurança (Freeze-All).
Com os embriões guardados, a paciente realiza a cirurgia para tratar a hidrossalpinge. Após o período de recuperação e cicatrização recomendado pelo médico, o endométrio é preparado em um ambiente perfeitamente limpo e saudável para receber a transferência do embrião, garantindo uma jornada muito mais segura e previsível.

Em resumo
Sim, a cirurgia é altamente indicada para pacientes com hidrossalpinge antes da transferência na FIV. Mulheres com trompas dilatadas enfrentam metade da chance de gravidez e o dobro do risco de perda gestacional se o procedimento for feito sem essa correção. A remoção ou desconexão cirúrgica das trompas normaliza o ambiente uterino e restaura as taxas de sucesso de forma ética, segura e transparente.
Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.








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