O uso de Finasterida e Dutasterida pode afetar a qualidade dos blastocistos?
- SEMEAR fertilidade
- há 2 dias
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Uma preocupação crescente no consultório é o impacto de medicamentos para calvície na saúde reprodutiva masculina e se o uso dessas substâncias pode dificultar a formação de blastocistos saudáveis.

O que a ciência mostra
Medicamentos como a finasterida e a dutasterida atuam inibindo a enzima 5-alfa-redutase, o que altera o perfil hormonal masculino para tratar a queda de cabelo.
Essa alteração hormonal pode impactar diretamente a espermatogênese (produção de espermatozoides).
Estudos científicos têm demonstrado uma correlação entre o uso crônico dessas medicações e o aumento nos índices de fragmentação do DNA espermático.
Riscos e limitações
O DNA espermático fragmentado é uma das causas silenciosas de falhas no desenvolvimento embrionário, dificultando que o embrião atinja o estágio de blastocisto.
Além da integridade do DNA, essas substâncias podem causar redução na concentração e na motilidade dos espermatozoides em pacientes suscetíveis.
Embora os efeitos sejam muitas vezes reversíveis após a suspensão do uso, o período de recuperação da qualidade seminal pode levar alguns meses.
Abordagem recomendada
Para homens que estão em tratamento de reprodução assistida, é fundamental informar à equipe médica sobre o uso de medicações para calvície.
A realização de um teste de fragmentação do DNA espermático pode ser indicada para avaliar o impacto real e decidir pela necessidade de interrupção temporária do tratamento capilar.

Em resumo
O uso crônico de finasterida e dutasterida pode, sim, aumentar a fragmentação do DNA e comprometer a formação de bons blastocistos. O equilíbrio entre o tratamento estético e o plano reprodutivo deve ser discutido com transparência para garantir as melhores chances de sucesso ao casal.
Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.





