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Morfologia do Espermatozoide em 1%: A FIV Tradicional Ainda Funciona ou É Preciso Recorrer à ICSI?

  • Foto do escritor: SEMEAR fertilidade
    SEMEAR fertilidade
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Quando o casal realiza a investigação da fertilidade masculina, o espermograma é o exame fundamental para analisar a saúde dos espermatozoides. Entre os parâmetros avaliados está a morfologia (o formato das células). De acordo com os critérios rigorosos da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é que pelo menos 4% dos espermatozoides tenham um formato perfeitamente normal.


Diante disso, receber um laudo com apenas 1% de morfologia normal (quadro conhecido como teratospermia) costuma causar grande impacto e preocupação no casal. A primeira dúvida que surge ao planejar o tratamento é: com os espermatozoides apresentando esse formato alterado, a Fertilização in Vitro (FIV) convencional ainda funciona ou a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoide (ICSI) torna-se obrigatória?


A medicina reprodutiva traz esclarecimentos muito diretos e tranquilizadores sobre como o laboratório lida com essa questão.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

O Impacto Real do Formato do Espermatozoide na FIV


Embora um resultado de 1% pareça alarmante à primeira vista, a verdade científica é que a morfologia do espermatozoide não é um fator que interfere substancialmente com o resultado da FIV.

Estudos populacionais e laboratoriais demonstram que, de forma isolada, o fato de um espermatozoide ter uma variação em seu formato (como uma alteração leve na cabeça ou na cauda) não significa que ele seja geneticamente incapaz de fertilizar o óvulo ou de gerar um embrião saudável. Desde que os outros parâmetros do espermograma — como a quantidade total (concentração) e a capacidade de movimentação (motilidade) — estejam normais, as chances de sucesso permanecem preservadas.


FIV Convencional ou ICSI: Qual Caminho Seguir?


A ICSI é a técnica em que o embriologista seleciona um único espermatozoide e o injeta diretamente dentro do óvulo. Ela é a escolha padrão-ouro quando há fatores masculinos severos, como uma quantidade extremamente baixa de células ou quando os espermatozoides não conseguem nadar.


No entanto, diante de uma alteração apenas no formato dos espermatozoides, a decisão técnica é muito mais flexível: pode ser optado tanto pela FIV convencional quanto pela ICSI.


  • Na FIV Convencional: Os óvulos e uma quantidade concentrada de espermatozoides são colocados juntos em uma placa de cultivo no laboratório, permitindo que o processo de fertilização aconteça espontaneamente, de forma muito semelhante ao que ocorre no corpo humano.

  • Na ICSI: A técnica pode ser escolhida pela equipe de embriologia como uma estratégia de preferência do laboratório para otimizar as taxas de fertilização, mas não por uma incapacidade biológica absoluta das células masculinas.


A Escolha Conduzida com Segurança


A definição de qual método utilizar é individualizada e discutida entre o médico especialista e a equipe de embriologia no dia da coleta dos gametas. O sêmen passa por um processo de preparo e capacitação em laboratório, onde as melhores células são concentradas e separadas para o procedimento.

Saber que o formato isolado dos espermatozoides não inviabiliza as técnicas tradicionais traz leveza e segurança para o casal, permitindo que os próximos passos sejam dados com total base científica e otimismo.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

Em resumo


A morfologia do espermatozoide não é um fator que interfere substancialmente com o resultado da FIV. Portanto, diante de uma alteração apenas no formato dos espermatozoides (como o resultado de 1%), pode ser optado tanto pela FIV convencional quanto pela ICSI, conduzindo a escolha técnica de forma ética, segura e transparente.


Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.

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