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A mistura de sêmen de diferentes parceiros é permitida na FIV?

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    SEMEAR fertilidade
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Em casais homoafetivos masculinos ou em situações onde ambos os parceiros desejam participar biologicamente do processo, surge frequentemente a dúvida sobre a possibilidade de misturar os espermatozoides para fertilizar os óvulos de uma doadora. No entanto, as normas éticas no Brasil são muito claras quanto a esse procedimento.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

O que a norma estabelece


De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), é terminantemente vedada a mistura de espermatozoides de dois ou mais indivíduos para a fertilização de óvulos em um mesmo procedimento.


O motivo principal: A rastreabilidade e o conhecimento da origem genética. O sistema de saúde e as normas éticas exigem que a ascendência biológica de cada embrião (e, consequentemente, da futura criança) seja conhecida e documentada com precisão.


A alternativa permitida e recomendada 


Embora a "mistura" seja proibida, existe uma estratégia perfeitamente legal e comum para que ambos os parceiros participem:


  • Divisão dos óvulos: O lote de óvulos da doadora pode ser dividido em duas partes.

  • Fertilização individualizada: Metade dos óvulos é fertilizada com o sêmen do parceiro A, e a outra metade com o sêmen do parceiro B.

  • Identificação clara: Cada embrião resultante é identificado e armazenado separadamente, garantindo que se saiba exatamente qual é a origem genética de cada um antes da transferência para o útero de substituição.


Riscos e limitações


A divisão dos óvulos exige uma boa reserva ovariana da doadora para garantir que ambos os parceiros tenham um número viável de embriões para transferência ou congelamento.


Caso o casal opte por transferir dois embriões simultaneamente (um de cada parceiro) e ocorra uma gestação gemelar, cada bebê terá um pai biológico diferente, o que é plenamente aceito e documentado.


Abordagem recomendada


  • Planejamento laboratorial: O casal deve alinhar com o embriologista e com o médico assistente como será feita a divisão dos óvulos no dia da fertilização.

  • Teste Genético (PGT-A): Se o casal optar pela análise genética dos embriões, o laboratório manterá a rastreabilidade de cada amostra em relação ao parceiro correspondente.

Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

Em resumo


A legislação brasileira proíbe a incerteza sobre a origem biológica, por isso a mistura de sêmen não é permitida. Contudo, a medicina reprodutiva oferece a solução de dividir os óvulos, permitindo que ambos os parceiros realizem o sonho da paternidade biológica de forma ética, segura e transparente.


Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.

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