A mistura de sêmen de diferentes parceiros é permitida na FIV?
- SEMEAR fertilidade

- há 9 horas
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Em casais homoafetivos masculinos ou em situações onde ambos os parceiros desejam participar biologicamente do processo, surge frequentemente a dúvida sobre a possibilidade de misturar os espermatozoides para fertilizar os óvulos de uma doadora. No entanto, as normas éticas no Brasil são muito claras quanto a esse procedimento.

O que a norma estabelece
De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), é terminantemente vedada a mistura de espermatozoides de dois ou mais indivíduos para a fertilização de óvulos em um mesmo procedimento.
O motivo principal: A rastreabilidade e o conhecimento da origem genética. O sistema de saúde e as normas éticas exigem que a ascendência biológica de cada embrião (e, consequentemente, da futura criança) seja conhecida e documentada com precisão.
A alternativa permitida e recomendada
Embora a "mistura" seja proibida, existe uma estratégia perfeitamente legal e comum para que ambos os parceiros participem:
Divisão dos óvulos: O lote de óvulos da doadora pode ser dividido em duas partes.
Fertilização individualizada: Metade dos óvulos é fertilizada com o sêmen do parceiro A, e a outra metade com o sêmen do parceiro B.
Identificação clara: Cada embrião resultante é identificado e armazenado separadamente, garantindo que se saiba exatamente qual é a origem genética de cada um antes da transferência para o útero de substituição.
Riscos e limitações
A divisão dos óvulos exige uma boa reserva ovariana da doadora para garantir que ambos os parceiros tenham um número viável de embriões para transferência ou congelamento.
Caso o casal opte por transferir dois embriões simultaneamente (um de cada parceiro) e ocorra uma gestação gemelar, cada bebê terá um pai biológico diferente, o que é plenamente aceito e documentado.
Abordagem recomendada
Planejamento laboratorial: O casal deve alinhar com o embriologista e com o médico assistente como será feita a divisão dos óvulos no dia da fertilização.
Teste Genético (PGT-A): Se o casal optar pela análise genética dos embriões, o laboratório manterá a rastreabilidade de cada amostra em relação ao parceiro correspondente.

Em resumo
A legislação brasileira proíbe a incerteza sobre a origem biológica, por isso a mistura de sêmen não é permitida. Contudo, a medicina reprodutiva oferece a solução de dividir os óvulos, permitindo que ambos os parceiros realizem o sonho da paternidade biológica de forma ética, segura e transparente.
Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.








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