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O custo da parentalidade e a queda da fertilidade

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    SEMEAR fertilidade
  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Vivemos um momento singular na história da humanidade, que muitos especialistas já classificam como uma segunda revolução demográfica. Se a primeira foi marcada pela explosão populacional, a atual é definida pelo chamado “inverno demográfico”.

Na SEMEAR fertilidade, buscamos traduzir essa ciência para mostrar que o desafio reprodutivo atual vai muito além da biologia individual: é um fenômeno social, econômico e cultural.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide


A nova realidade demográfica e econômica


· A taxa de fecundidade global caiu drasticamente nos últimos 60 anos.

· Países que antes temiam a superpopulação agora enfrentam a armadilha da baixa fertilidade.

· O envelhecimento populacional e a redução da base produtiva ameaçam a sustentabilidade dos sistemas de previdência e saúde.

· Economias emergentes podem sofrer essa crise antes mesmo de consolidarem sua riqueza.


As causas do declínio: o alto “custo” dos filhos


A biologia humana continua resiliente, mas o comportamento social mudou:

· Carga Financeira: A criança deixou de ser um ativo econômico e passou a ser um “bem de investimento” de longo prazo, com foco em educação e saúde de qualidade.

· Carga Temporal e Emocional: A busca por autorrealização e a inserção da mulher no mercado de trabalho aumentaram o custo de oportunidade da maternidade.

· A parentalidade moderna exige dedicação intensiva, gerando exaustão e incerteza.

· Muitos casais adiam ou desistem da gestação devido ao medo de não conseguir prover o “melhor” em um cenário de instabilidade econômica.



O desafio do relógio biológico


· A sociedade empurra a decisão de ter filhos para depois dos 30 ou 35 anos.

· O relógio biológico ovariano, porém, permanece inalterado.

· A infertilidade crescente está fortemente relacionada à idade, resultado do choque entre o tempo da sociedade e o tempo da biologia.


O papel da medicina reprodutiva


A medicina reprodutiva surge como aliada, mas com limites:

· O atraso na maternidade reduz as chances de sucesso com óvulos próprios.

· Muitas mulheres acabam recorrendo à ovodoação após múltiplos ciclos sem sucesso.

· Esse processo traz desgaste emocional e custos elevados.

· O congelamento de óvulos entre os 25 e 30 anos é hoje a melhor estratégia preventiva, preservando o potencial reprodutivo jovem.


Caminhos para o futuro


Para reverter ou mitigar o declínio da fertilidade, é preciso mais do que incentivos financeiros:

· Uma mudança estrutural que reduza o custo pessoal da parentalidade.

· Uma revolução de gênero, com homens assumindo paternidade ativa e divisão real das tarefas domésticas.

· Maior independência das crianças e valorização do tempo escolar, aliviando a carga emocional e temporal dos pais.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide


Na SEMEAR fertilidade, entendemos que cada paciente traz consigo não apenas um desejo biológico, mas também as angústias desse contexto social complexo. Nosso compromisso é acolher essas histórias com empatia, oferecendo caminhos técnicos seguros e honestos para que o sonho da parentalidade possa se concretizar.


Referências Bibliográficas:


1. Aitken RJ, Norman RJ. Epidemiology of falling fertility: the contribution of social, environmental, and genetic forces. Fertil Steril. 2026;125:187-196.

2. de Ziegler D, Sean S, Toner JP. Coping with fertility decline: tackling the new reproductive challenge. Fertil Steril. 2026;125:183-6.

3. Duhamel D. The economic consequences of a childless world. Fertil Steril. 2026;125:197-202.

4. Aitken RJ, Norman RJ. Epidemiology of falling fertility: the contribution of social, environmental, and genetic forces. Fertil Steril. 2026;125:187-196.

5. de Ziegler D, Sean S, Toner JP. Coping with fertility decline: tackling the new reproductive challenge. Fertil Steril. 2026;125:183-6.

6. Duhamel D. The economic consequences of a childless world. Fertil Steril. 2026;125:197-202.

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