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Trombofilia pode causar aborto? Entenda a relação com a perda gestacional

  • Foto do escritor: SEMEAR fertilidade
    SEMEAR fertilidade
  • 24 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A trombofilia, uma condição que aumenta a tendência à formação de coágulos, pode sim estar associada a um maior risco de perda gestacional. No entanto, a relação é complexa e depende fundamentalmente do tipo de trombofilia.


A teoria por trás dessa associação é que a formação de microcoágulos na placenta poderia prejudicar o fluxo sanguíneo e, consequentemente, o desenvolvimento da gestação.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

Síndrome Antifosfolípide (SAF)


A SAF é uma condição autoimune e possui uma associação bem estabelecida com a perda gestacional de repetição espontânea. No entanto, é importante notar que essa associação é menos clara no contexto da Fertilização in Vitro (FIV), onde algumas revisões sugerem que a presença de anticorpos antifosfolípides pode não estar associada a um aumento no risco de perda gestacional ou a piores desfechos.


O Benefício do Tratamento: O tratamento para a SAF (geralmente com aspirina e heparina) também é um ponto de debate. Revisões recentes indicam que o efeito na taxa de nascidos vivos é modesto.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

Trombofilias Hereditárias


O papel destas (como o Fator V de Leiden, etc.) é muito mais controverso. A associação com perdas gestacionais é considerada duvidosa pela maioria das evidências científicas. Por essa razão, o rastreio de rotina não é indicado, mesmo em mulheres com perda gestacional de repetição.


Objetivo do Tratamento: Quando o tratamento com anticoagulantes é indicado em uma gestante com uma trombofilia hereditária de alto risco, o objetivo principal é proteger a saúde da mãe (reduzindo seu risco de trombose) e não reduzir o risco de uma nova perda gestacional.


Conclusão: O que Fazer?


A investigação de trombofilias no contexto de perdas gestacionais foca principalmente na SAF para casos de perdas espontâneas e recorrentes. A decisão deve ser sempre orientada por um especialista para uma conduta informada e para evitar tratamentos excessivos.





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