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Estimulação Ovariana de Urgência: Esse Tratamento Pode Agravar o Câncer de Mama?

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    SEMEAR fertilidade
  • há 11 minutos
  • 2 min de leitura

Receber o diagnóstico de um câncer de mama é um momento de profundas transformações e decisões rápidas. Diante da necessidade de iniciar tratamentos como a quimioterapia — que pode afetar temporariamente ou definitivamente a fertilidade —, a preservação da fertilidade oncológica surge como uma luz para o futuro, permitindo o congelamento de óvulos ou embriões antes do início dos ciclos de combate à doença.

Como o tempo é precioso, realiza-se a chamada estimulação ovariana de urgência, um protocolo que pode ser iniciado em qualquer fase do ciclo menstrual da paciente para evitar atrasos no tratamento oncológico.


No entanto, uma dúvida muito justa e compreensível costuma surgir: considerando que alguns tumores de mama são sensíveis a hormônios, o uso de medicações para estimular os ovários poderia agravar a doença?

A medicina reprodutiva, em perfeita harmonia com a oncologia, traz respostas muito tranquilizadoras para essa questão.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

A Proteção nos Protocolos Oncológicos


Na grande maioria dos casos, a resposta é não. A medicina reprodutiva desenvolveu estratégias específicas e altamente controladas para garantir que o processo de coleta de óvulos seja feito com o máximo de proteção para a paciente.

Para mulheres com câncer de mama, costumam ser utilizados protocolos específicos e diferenciados daqueles aplicados em ciclos convencionais de FIV. O grande diferencial está na associação de medicações protetoras — sendo o letrozol um dos medicamentos mais frequentemente utilizados.


O papel do letrozol durante o estímulo é atuar bloqueando a produção excessiva de hormônios derivados dos folículos em crescimento, o que ajuda a manter os níveis de estrogênio circulantes na corrente sanguínea relativamente baixos e estritamente controlados ao longo de todo o processo.


Uma Parceria Segura Entre Oncologia e Fertilidade


Essa estratégia de controle hormonal tende a proteger o tecido mamário de picos de estrogênio e, por essa razão, costuma ser considerada bastante segura pelas equipes oncológicas.


A decisão de seguir com a preservação da fertilidade não é tomada de forma isolada. Há uma parceria estreita entre o médico especialista em reprodução assistida e o oncologista responsável pelo tratamento da paciente. Juntos, eles avaliam o tipo histológico do tumor, os receptores hormonais e o cronograma da quimioterapia para garantir que a estimulação ovariana de urgência aconteça na janela ideal de tempo, sem comprometer a saúde e a cura da mulher.


Olhar para o Futuro com Esperança


A estimulação de urgência e o congelamento de óvulos representam a possibilidade de manter vivo o plano da maternidade biológica para o período pós-tratamento e cura. Saber que a ciência dispõe de ferramentas capazes de blindar o organismo contra os hormônios elevados permite que as pacientes encarem essa etapa com muito mais paz de espírito e segurança.


Proteger a vida e, ao mesmo tempo, acolher os sonhos do amanhã é o verdadeiro papel da medicina integrada.


Embriões: Euploide, Mosaico e Aneuploide

Em resumo


Na grande maioria dos casos, a estimulação ovariana de urgência devido ao câncer não agrava os tumores de mama. Para mulheres com esse diagnóstico, a medicina reprodutiva utiliza protocolos específicos, frequentemente associados a medicamentos como o letrozol, que mantêm os níveis de estrogênio controlados e baixos, conduzindo todo o processo com o respaldo da equipe oncológica de forma ética, segura e transparente.


Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.

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