Como Funciona a Coleta de Óvulos? O Procedimento Retira Todos os Óvulos da Mulher, Esgotando a Reserva Ovariana?
- SEMEAR fertilidade

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A decisão de realizar a coleta de óvulos — seja para um tratamento imediato de Fertilização in Vitro (FIV) ou para o congelamento social da fertilidade — é um passo marcante e planejado. Conforme a paciente começa a entender as etapas do processo, que envolvem o uso de injeções hormonais para estimular os ovários, uma dúvida muito profunda e compreensível costuma surgir.
Afinal, ao recrutar múltiplos óvulos em um único mês, o procedimento corre o risco de esgotar a reserva ovariana da mulher? Essa estimulação poderia antecipar a chegada da menopausa?
Essa é uma das crenças mais comuns nos consultórios de reprodução assistida. Para tranquilizar o seu coração, a biologia humana e a ciência explicam por que esse medo não corresponde à realidade.

A Biologia Ovariana: O que Acontece Todos os Meses?
Para compreender o impacto do tratamento, precisamos olhar para o funcionamento natural do corpo feminino. A mulher já nasce com uma quantidade predefinida de óvulos (sua reserva ovariana), que vai diminuindo progressivamente ao longo da vida.
A cada novo ciclo menstrual, o cérebro envia um sinal e o organismo recruta um grupo com vários óvulos para entrarem em processo de maturação. No entanto, em um ciclo natural e sem medicamentos, o corpo seleciona apenas um desses óvulos para crescer e ser liberado na ovulação.
E o que acontece com todos os outros óvulos que foram recrutados naquele mesmo mês? Eles entram em um processo natural de degeneração (chamado de atresia) e são perdidos pelo corpo. Isso acontece de forma contínua e inevitável todos os meses, independentemente de a mulher estar usando anticoncepcional, grávida ou apenas menstruando.
O Papel da Estimulação e da Coleta de Óvulos
É exatamente aí que a medicina reprodutiva atua. O objetivo das medicações utilizadas na estimulação ovariana não é criar novos óvulos e nem buscar células guardadas para o futuro.
O que as injeções fazem é oferecer suporte hormonal para que aquele grupo de óvulos que já havia sido recrutado e que seria perdido de qualquer forma consiga crescer e se desenvolver por igual.
Em vez de deixar que o organismo perca o restante do grupo e aproveite apenas um, o tratamento permite salvar e obter uma parte dos óvulos que iriam para o "lixo celular" naquele ciclo específico. Por essa razão, o processo não esgota a reserva ovariana e não altera o tempo natural de fertilidade restante da mulher, mantendo o estoque dos meses futuros completamente intacto.
Como o Procedimento É Realizado?
A coleta em si (chamada de punção folicular) é um procedimento simples, rápido e indolor, realizado sob sedação leve para o total conforto da paciente.
Orientado por um exame de ultrassom transvaginal, o médico especialista utiliza uma agulha fina para aspirar delicadamente o líquido de dentro de cada folículo ovariano, onde os óvulos estão flutuando. Esse material é encaminhado imediatamente para o laboratório de embriologia, onde as células são identificadas, avaliadas e preparadas para o congelamento ou para a fertilização.
Passadas algumas horas do procedimento, a paciente recebe alta e pode retornar para o aconchego de casa com a certeza de que cuidou do seu planejamento familiar sem prejudicar a sua saúde biológica.

Em resumo
Todos os meses a mulher perde naturalmente vários óvulos, independentemente de estar usando anticoncepcional ou fazendo estimulação ovariana. O que é feito durante o tratamento é apenas obter uma parte dos óvulos que seria perdida de qualquer forma naquele ciclo. Portanto, o processo da coleta não esgota a reserva ovariana e segue conduzido de forma ética, segura e transparente.
Na SEMEAR fertilidade, cada decisão é guiada pela ciência e pelo cuidado individualizado, priorizando sempre a tranquilidade da paciente.








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